O Banco Central mantém a taxa Selic em 8,75% ao ano e recoloca o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais.
Segundo a consultoria UP Trend, a China perdeu a liderança por causa do crescimento da inflação, que faz parte do cálculo.
A decisão do Copom já era esperada pelos analistas do mercado financeiro, que projetam a possibilidade de um aperto monetário nas próximas reuniões.
O setor produtivo não vê motivos para isso: a Confederação Nacional da Indústria diz que a manutenção dos juros é importante para a retomada dos investimentos.
Porém, o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças - seccional São Paulo - prevê uma alta já na próxima reunião, em março.
Walter Machado de Barros diz que o período eleitoral não vai contaminar a missão do Banco Central de combater a inflação.
O professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, acredita que a elevação dos juros acontecerá apenas em junho.
O economista destaca que o Banco Central está de olho na alta do dólar, que pode trazer pressões inflacionárias.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central será nos dias 16 e 17 de março.
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